Benefícios da agricultura regenerativa e positiva para a sociedade

Atende demandas das comunidades

Um sistema agrícola sustentável e bem estruturado faz mais do que manter a produtividade, pois tem a chance de aumentar a produção por hectare, por meio da otimização de processos e da diversidade de produtos em uma mesma área. Com isso, produz-se mais em menor espaço, atendendo às demandas do mercado e das comunidades, considerando todos os setores em que a agricultura está envolvida.

Cultura da sustentabilidade

A agricultura regenerativa e positiva é importante para o desenvolvimento humano, pois estabelece um hábito cultural que permanece ao longo das gerações. As práticas sustentáveis consolidadas hoje têm a potência de serem transmitidas e aperfeiçoadas pelas próximas gerações de agricultores, no que se chama de transferência tecnológica, mantendo o setor em contínua evolução.

Conforto e segurança

A elaboração de processos que unem produtividade e equilíbrio ambiental proporciona uma produção sem desastres ambientais e que garante a comida na mesa da população. Assim, práticas de agricultura regenerativa e positiva beneficiam toda a comunidade, a partir de um manejo consciente da terra, contribuindo para a segurança alimentar.

Para o meio ambiente

  • Representação da sustentabilidade no agro
  • Aumento de biodiversidade

A combinação de práticas sustentáveis nas lavouras preza pela biodiversidade, tanto da microbiologia do solo quanto de espécies de cultivos, favorecendo o equilíbrio natural do ambiente característico da região tropical do Brasil.

Valorização dos ecossistemas

A atividade agrícola que considera práticas de agricultura regenerativa e positiva valoriza os ecossistemas, de maneira a promover produções adequadas para atender à demanda do mercado, explorando as características do sistema ecológico natural de cada região. Dessa forma, a agricultura se torna um setor que cumpre seu papel social sem gerar degradação ambiental.

Recarga de aquíferos

Muitas regiões produtoras brasileiras estão situadas em áreas com importantes microbacias subterrâneas de água doce, com reservas hídricas que correspondem aos maiores sistemas aquíferos registrados no mundo, a exemplo o aquífero Guarani, que tem 70% de seu volume de água situado em terras brasileiras, e o SAGA (Sistema Aquífero Grande Amazônia), o maior do planeta, considerado um verdadeiro tesouro subterrâneo.
Práticas de agricultura regenerativa e positiva, com estratégias de preservação do solo, visam assegurar a manutenção da permeabilidade e da capacidade de infiltração de água, responsáveis pela recarga desses importantes reservatórios. Além disso, a sustentabilidade na agricultura também deve considerar a qualidade da água infiltrada no solo, fator primordial para a manutenção do equilíbrio ambiental.

Sequestro de carbono

A redução das emissões de gases de efeito estufa e o aumento da capacidade de sequestro de carbono são dois dos objetivos da agricultura regenerativa e positiva, alcançados com sucesso por meio de práticas como plantio direto, ILPF e rotação de culturas. Assim, mantém-se a qualidade do ar e evita-se a continuidade do efeito estufa, com possibilidade de frear as mudanças climáticas, o que é primordial para a regularização das chuvas e do ciclo das águas, para a proteção da biodiversidade e para a valorização dos ecossistemas.

Para o agricultor

O agricultor também é diretamente beneficiado pela agricultura regenerativa e positiva, mantendo-se coerente com as atuais demandas sociais e ambientais, ganhando produtividade e rentabilidade na lavoura. Dentre os diversos benefícios voltados ao produtor rural, é possível destacar:

  • Eficiência do uso do solo: produz-se mais em uma mesma área, otimizando o espaço para ter eficiência produtiva abrangente sem a necessidade de abertura de novas áreas.

  • Otimização de recursos: ao explorar com qualidade e equilíbrio os recursos naturais da área produtora, o produtor otimiza os investimentos e os custos de produção, por exemplo, práticas de manejo alternativas que reduzem as pulverizações de defensivos agrícolas e o uso de fertilizantes.

  • Superação dos desafios climáticos: o equilíbrio climático nas microrregiões é essencial para um planejamento agrícola assertivo, reduzindo riscos ambientais. A agricultura regenerativa e positiva tem importante papel na superação desses desafios, que afetaram as produções nos últimos anos.

  • Natureza a seu favor para aumentar a produtividade: a harmonia entre natureza e produção agrícola gera o cenário ideal para boa produtividade, de maneira que o agricultor pode aumentar sua produção a partir de um solo com qualidade superior, um clima previsível, entre outros fatores já comentados.

  • Produtos melhor posicionados no mercado internacional: o mercado atual demanda, cada vez mais, produtos de qualidade e provenientes de processos sustentáveis. Rastreabilidade e uso inteligente de tecnologias são fatores valorizados pelos consumidores. Assim, a agricultura regenerativa e positiva coloca o produtor competitivo no atual cenário mercadológico.

Assim, a agricultura regenerativa e positiva visa sistemas e práticas que atendem as necessidades ambientais, sociais e econômicas, por meio de estratégias e tecnologias inovadoras.

O Brasil na liderança da agricultura regenerativa

Pelas características ambientais do Brasil, com clima majoritariamente úmido, temperaturas ideais para o crescimento das culturas, disponibilidade de reserva hídrica, solo fértil, biodiversidade, entre outras, o país tem alta capacidade de adotar a agricultura regenerativa em sua agenda e ser um exemplo para o mundo quando o assunto é alta produtividade e sustentabilidade.

De fato, as terras brasileiras estão sempre no foco das discussões mundiais, com papel importante no cumprimento das metas estabelecidas pelas Conferências das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, entre outros programas internacionais.

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